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© busy as a bee on a rainy day

e se, de repente, o respondemos a um how are you e só nós pescámos a piada (as abelhas não voam quando chove) e vêmos que é um título fantástico para um blogue! pois.. cá estou então!

19
Abr22

Sagração do Dia | Resenha por João-Afonso Machado

Ana de Deus

Aqui está um livro que em tudo me surpreende, até na proximidade no espaço de uma autora tão longe de mim nas suas origens. Uma obra plena de poesia escondida na realidade que os poetas também vivem. E o título é isso - a sagração da vida, a sua sacralização ou a sacramentalização do existir.

Imaginemos os oceanos por cenário. Então deparamo-nos com o hino cantado ao momento das águas no contacto com os nossos sentidos. Assim é também com a mais Natureza que se manifesta e se nos atravessa à frente: os ventos, o campo (ou a cidade...), o colorido vegetal e os caprichos do céu, as gentes em geral. A felicidade ou a ausência dela, o sol e a lua. Nós e os astros do firmamento, os lugares de todos os sonhos. Ana Eugénio é incansável na demanda das sensações que nos fazem ser.

Vivi toda a minha afinidade com esta sua atitude literária. Dentro da minha religiosidade que procura em todos os recantos e sentimentos o significado de algo que vai muito além do alfa e do ómega da individualidade. Ao ler Ana Eugénio ganhei um pedaço de quietude. Diria, até, de cumplicidade com uma autora que busca o que eu intensamente tento encontrar.

Por isso, em boa hora o seu livro diante da minha leitura. Em consagração da vida. E, por isso ainda, a minha homenagem com um pôr-do-sol, fascínio sempre repetido e sempre querido, tal qual a eternidade de que somos parte. Jamais a negritude das nuvens se equivalerá à luminosidade advindo logo depois.

Muito obrigado Ana! E muitos parabéns!

 

João-Afonso Machado

Sagração do Dia

 

 




À VENDA
NO QUIOSQUE
DA ABELHA

17
Abr22

Sagração do Dia | Resenha por José Silva Costa

Ana de Deus

Uma obra da nossa querida amiga, Ana Eugénio

Um livro que se lê num folêgo

Cheio de sensibilidade e amor

Um balsamo para estes conturbados tempos

Palavras de luz e amor

Que nos fazem sentir humanos

Porque há momentos e circunstâncias

Em que perdemos o raciocínio

E, nos tornamos animais,

O mais feroz de todos os animais.

Um livro que irradia perfume!

Muito obrigado, Ana, pelo teu engenho e arte.

 

José Silva Costa

Sagração do Dia

 

 




À VENDA
NO QUIOSQUE
DA ABELHA

14
Abr22

O peso de um livro! por José da Xã

Ana de Deus

Há alguns anos estava eu mais um padre amigo (recentemente levado para junto do Pai Celeste) à espera de uma terceira pessoa à porta na igreja. O meu companheiro de espera carregava debaixo do braço um enorme volume, de folhas pintadas em cor vermelha e sobre a qual as letras surgiam a dourado.

A determinada altura diz para mim:

- Vou lá dentro poisar a palavra de Deus pois esta já me pesa!

Fiquei todavia sem saber se o peso era da própria Palavra ou somente do volume em papel.

Posto isto, ontem recebi o livro "Sagração do Dia" assinado por Ana Eugénio.

Encontrei entre este livro ora publicado e aquele que referi no início deste texto algumas abissais diferenças, mas outrossim algumas semelhanças. 

A grande diferença prende-se no seu tamanho e volume. Se o primeiro era enorme, este é um daqueles livros quase de bolso com as suas 50 páginas de boa escrita!

Todavia assemelha-se com a naturalidade do seu peso. Não daquele de balança, mas o peso das palavras.

Conforme vamos lendo, subimos uma escada para um paraíso de pensamentos e de palavras que nos deixam a pensar.

Numa escrita peculiar onde não há capitulares maiúsculas, mas uma chamada de atenção através de um bonito jogo de palavras e sentimentos, Ana Eugénio obriga-nos a escutar o nosso próprio coração. E a tentarmos perceber o que nos leva a voar, qual "Capitão Felisbelo" por entre textos tão simples e ao mesmo tempo...

O "tal" peso... que neste livro é deveras elevado.

 

José da Xã

Sagração do Dia

 

 




À VENDA
NO QUIOSQUE
DA ABELHA

17
Dez21

Sagração do Dia

Ana de Deus

Sagração do Dia


entrar na água, sentir os pés submersos, a areia molhada, caminhar, lentamente, mar adentro, sentir a água a rodear o corpo, suavemente, num estado líquido, o ondular da corrente, as mãos abrem cami­nho. quando o corpo mergulha, adapta-se. à tempera­tura. diluir na água.

sair da água, sentir o tronco emerso, a areia húmida, seca, caminhar, lentamente, despir as ondas, terra adentro, sentir o ar a rodear o corpo, suavemente, num estado rarefeito, o sussurrar do vento, os pés abrem caminho, quando o corpo emerge, adapta-se. à luz. diluir no ar.

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