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© busy as a bee on a rainy day

e se, de repente, o respondemos a um how are you e só nós pescámos a piada (as abelhas não voam quando chove) e vêmos que é um título fantástico para um blogue! pois.. cá estou então!

© busy as a bee on a rainy day

02
Fev22

desafio arte e inspiração | sagração do dia | constelações

Ana de Deus

Vassily Kandinsky, 1926 - Several Circles
Wassily Kandinsky, 1926 - Several Circles

sem norte nem sul. sem melhor nem pior. cada átomo a criar o todo. em sincronia. cada partícula única. indispensável. tu e eu ao sabor da corrente. liberdade em sintonia. cada indivíduo um. indispensável. o todo. a unicidade de todas as partes. em união. centelhas a criarem a luz.

Ana Eugénio

texto do livro "Sagração do Dia" em sincronia com o desafio arte e inspiração da Fátima Bento.
MAIS PARTICIPANTES:

Ana D., Ana Mestre, bii yueCélia, Charneca Em FlorCristina Aveiro, Fátima Bento, Isabel MSilva
João-Afonso Machado
José da XãLuísa De Sousa, Maria Araújo, MariaMiaOlga, Peixe Frito, Sam ao LuarSetePartidas

Sagração do Dia
A EDITORA: SEDA PUBLICAÇÕES

10
Nov21

Desafio Arte e Inspiração | Semana 9

Ana de Deus

e agora para algo completamente diferente..

"cabello perseguido por 2 planetas" por Joan Miró© cabello perseguido por 2 planetas  por Joan Miró, 1968
Fundació Joan Miró, Barcelona

Assinatura de Joan Miró

o menino era um prodígio. aos quatro anos descobriram que ele sabia ler, que devorava os clássicos e fazia as palavras cruzadas do avô. os pais engordavam de orgulho. aos cinco já tocava piano. aos seis pintava quadros surrealistas. o pai era médico e a mãe uma dama da aristocracia. eram uma família exemplar entre os seus pares. tudo o que o menino fazia era notícia. desde os dois anos que deixara as fraldas e usava o bacio. a rainha morria de inveja pois o seu petiz, o futuro rei, era uma criança vulgar que adorava andar a cavalo e pregar partidas à criadagem.

o menino era um solitário que tentava ensinar o avô a jogar xadrez. enquanto o príncipe fazia amigos onde quer que estivesse, prezava-os a todos e estes eram-lhe leais. um dia a rainha decidiu convidar o menino, a mãe e as suas admiradoras, a passarem uma tarde no palácio. o futuro rei era elegante e tinha a tez saudável de correr pelos campos, o menino era pálido, tinha um tom macilento e era barrigudo por beberricar um Porto com o pai, após quase todas as refeições. para agradar à mãe, ofereceu à rainha o seu quadro preferido.

a rainha mandou chamar os críticos de arte da Coroa que, fascinados, concluiram que era uma obra-prima do surrealismo, que o menino tinha intitulado de "cabello perseguido por 2 planetas". a rainha, por educação, deu ordens para o pendurarem no salão de chá onde se encontravam. o futuro rei entrou na sala e entendeu a cortesia que a mãe estava a prestar, pelo que nada disse. convidou o menino para um jogo de xadrez. este sonhava com o dia em que encontrasse um par e desfez-se em sorrisos. o príncipe, discretamente, deixou o convidado ganhar.

o menino voltou para casa feliz como nunca ninguém o tinha visto. a rainha, por seu lado, estava encantada com o filho e compreendeu que não o trocava por nenhum prodígio, pois o futuro rei era sábio à sua maneira e tinha tudo para ser um extraordinário monarca. no dia seguinte o menino saiu a correr de casa, na hora de ir para a escola, e foi directo para o palácio, para brincar com o príncipe e os seus amigos. naquele jogo de xadrez o menino aprendeu que a amizade é mais preciosa que o portentismo. estava ansioso para ser criança.

texto no âmbito do desafio arte e inspiração criado por Fátima Bento.
PARTICIPANTES:
Ana D. Ana Mestrebii yueCéliaCharneca Em FlorCristina AveiroFátima Bentoimsilva.

03
Nov21

Desafio Arte e Inspiração | Semana 8

Ana de Deus

A Sesta por Almada Negreiros© A Sesta por Almada Negreiros, 1939

Assinatura de Almada Negreiros

(continuação)

quando Francisca e David escolheram gozar as férias e as folgas atrasadas os patrões reagiram como se eles fossem dispensáveis, mas tiveram que engolir o orgulho e assumir que eles são indispensáveis. ofereceram-lhes uma remuneração principesca pelos dias de férias e folgas que ficavam por gozar se eles voltassem. o jovem casal aceitou com a condição de fazerem uma pausa entre quinta e segunda para participarem na maratona de Nova Iorque no dia sete de Novembro. e, assim, voltaram para Lisboa a vinte e oito de Outubro. 

no Sábado, trinta de Outubro, decidiram revisitar o Museu do Chiado, na Baixa. é um lugar onde gostam de namorar os quadros de Almada Negreiros (1893-1970). este distinguiu-se como um artista e um escritor polifacetado: desenhador, pintor, escritor, poeta, ensaísta, caricaturista, ilustrador, publicista, bailarino, cenógrafo e figurinista. o perfil plurifacetado de Almada Negreiros enriquece-se com a amplitude de direcções que a sua obra adoptou. em todas as suas manifestações criativas mostrou sempre uma grande capacidade de invenção. 

Almada desenhou A Sesta em 1939, carvão em papel, e a obra foi adquirida pelo Estado em 1941. Francisca e David têm uma serigrafia da obra no seu quarto. o Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado é um dos lugares que mais gostam de revisitar e, por vezes, fazer uma pausa improvisando um almoço a dois na cafetaria. Mariana corria supersónica pelas galerias, de tão feliz que estava por os pais terem finalmente regressado a casa. agora as histórias para adormecer eram no seu quarto e podia escolher entre os seus livros preferidos.

na tranquilidade deste desenho há uma volúpia e um sensualismo da forma que remontam a uma tradição neo-clássica, tendo em Picasso referências capitais. subtis deformações anatómicas, provocando alongamentos e distorções, são analisadas à luz do cubismo e emprestam um langoroso dinamismo ao desenvolvimento espacial do desenho. permitem ainda criar pormenores de conotações erotizadas, como sejam alguns sombreados sinuosos no corpo da rapariga.

Pedro Lapa
director do museu do Chiado entre 1998 e 2009

 

© Almada Negreiros, Figurinos para os Alfaiates Cunha, 1913
© Almada Negreiros, Figurinos para os Alfaiates Cunha, 1913

Assinatura de Almada Negreiros

estando em Lisboa, Francisca e David marcaram presença no salão de baile, onde brilhavam todos os domingos e em alguns serões durante a semana. vestiam um glamoroso conjunto baseado num figurino de 1913 desenhado por Almada Negreiros. os amigos festejaram o seu regresso e elogiaram o bom gosto de ambos. as comadres tinham-lhes sugerido visitarem a costureirinha que, graças à herança da mãe e da avó que também tinham sido modistas de renome, tinha um espólio de figurinos preservados desde o século dezanove.

texto no âmbito do desafio arte e inspiração criado por Fátima Bento.
PARTICIPANTES:
Ana Mestrebii yueCéliaCharneca Em FlorCristina AveiroFátima Bentoimsilva.

27
Out21

Desafio Arte e Inspiração | Semana 7

Ana de Deus

O Beijo por Gustav Klimt
© O Beijo por Gustav Klimt

assinatura de Klimt

(continuação)
na segunda e na terça-feira, Francisca e David interromperam as férias para reuniões e decisões de última hora. durante a estadia em Nova Iorque também tinha trabalhado uma média de três horas por dia, em videoconferência. hoje regressaram às férias e voaram para Viena, para visitar a Galeria do Palácio Belvedere da Áustria e encantarem-se com os quadros de Gustav Klimt (1862-1918).

Francisca ficou fascinada com um vestido com o padrão dourado, preto e branco; patente no quadro O Beijo. comprou também a gravata neste padrão. fosse passagem de ano ou prova de dança, a jovem sabia que seria um sucesso. o quadro executado em óleo sobre tela, entre 1907 e 1908, medindo 180x180 centímetros, é uma das obras mais conhecidas de Klimt.

as suas obras têm inspiração nos mosaicos bizantinos e a composição de pequenos elementos tornou-se a marca registrada do Klimt, pintor simbolista austríaco. aos quatorze anos, estudou desenho ornamental na Escola de Artes Decorativas. associado ao simbolismo, destacou-se dentro do movimento art nouveau e foi um dos fundadores do movimento da Secessão de Viena.

O Beijo, exibido pela primeira vez numa exposição em 1908 na Austrian Gallery, foi logo adquirido pelo Belvedere Palace Museum, de onde nunca mais saiu. para se ter noção da reputação do pintor austríaco: o quadro foi vendido (e exposto) antes mesmo de ser terminado. esta obra foi comprada por 25 mil coroas, um recorde para a sociedade austríaca da época.

após a expiração dos direitos autorais da obra em 1988, setenta anos após a morte do artista, O Beijo passou a ser comercializado de forma massiva, decorando os mais diversos produtos da indústria cultural. os especialistas consideram que a tela faz parte da fase dourada do artista e tem, de facto, uma estética cintilante e elementos de ouro na sua composição.

as roupas do casal foram pintadas como se fossem mosaicos e distinguem-se uma da outra, apesar de estarem muitos próximas, dando a sensação de que ao se abraçarem os dois se tornam um só. o fundo dourado da obra não representa algo em específico, podendo ser o cosmo ou o nada. o casal flutua apaixonado nesse fundo brilhante. as flores são o único elemento que liga os amantes ao mundo real. 

Klimt cultivava flores e plantas, usando-as constantemente como elementos nas suas obras. e demonstrava o conhecimento do significado simbólico de cada uma delas. as plantas douradas, em O Beijo, que contornam os pés da mulher são conhecidas como erva de Parnaso, um antigo símbolo da fertilidade. Francisca é uma autodidata no que concerne à simbologia das flores e plantas e a mestria de Klimt fascina-a.

(continua)

texto no âmbito do desafio arte e inspiração criado por Fátima Bento.
PARTICIPANTES:
Ana Mestrebii yue, CéliaCharneca Em FlorCristina AveiroFátima Bentoimsilva.

20
Out21

Desafio Arte e Inspiração | Semana 6

Ana de Deus

O Sobreiro pelo rei D. Carlos de Bragança© O Sobreiro pelo rei D. Carlos de Bragança

Assinatura de D. Carlos

(continuação)

Francisca e David alugaram um carro para ir ter com os pais e a filha a Vila Viçosa e voltarem todos para Lisboa na autocaravana. estavam a cinco dias da maratona. Mariana ficou um pouco confusa quando acordou e a mãe e o pai estavam ali em carne e osso. o abraço dos pais deixou-a em êxtase. na sua inocência, saiu a correr do quarto para avisar os avós. era uma alegria só. os adultos tinham escolhido aquele ponto de encontro pois o jovem casal queria visitar o Museu da Fundação da Casa de Bragança naquela cidade.

O Sobreiro é uma pintura a pastel sobre cartão da autoria do rei português D. Carlos de Bragança (1863-1908), baptizado com o nome de Carlos Fernando Luis Maria Vítor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Sabóia Bourbon Saxe-Coburgo Gota. a obra foi pintada em 1905, mede 177 cm de altura e 91 cm de largura; representa a árvore símbolo de Portugal. em 2011, o sobreiro foi consagrado, por unanimidade da Assembleia da República, a árvore nacional. a importância do sobreiro no nosso país é reconhecida desde o século XIII, altura em que surgiram as primeiras leis de protecção da espécie.

D. Carlos era dotado de uma grande sensibilidade artística, o que o levou a dedicar-se a um conjunto diferenciado de actividades, destacando-se a pintura, a ornitologia e a oceanografia. era apaixonado por fotografia, sendo autor de grande parte do espólio da Família Real. pintor de talento, com grande capacidade expressiva e técnica apurada, assinava muitas vezes as suas pinturas a aguarela, a óleo ou a pastel com o nome Carlos Fernando. o quadro O Sobreiro pertence ao Museu da Fundação da Casa de Bragança de Vila Viçosa. Francisca e David concordaram com os pais que seria mais interessante reservar uma visita guiada, que até Mariana seguiu com atenção.

no dia 1 de Fevereiro de 1908, D. Carlos regressa a Lisboa, acompanhado da Família Real, vindos de Vila Viçosa. viajaram de comboio até ao Barreiro, entraram num vapor e desembarcaram no Terreiro do Paço. nesta praça, a Família Real subiu para uma carruagem aberta, com destino ao Paço das Necessidades, e é alvejada. os disparos provêm de um atirador que rompe entre a polícia e a população. o rei, atingido com dois tiros na cabeça, teve morte imediata. a carruagem segue por entre a confusão instalada, porém, outro disparo atinge mortalmente o príncipe herdeiro D. Luís Filipe. o seu irmão, o infante D. Manuel, fica ferido num braço. só a rainha D. Amélia saiu incólume.

após a visita ao Museu, Francisca e David adormeceram na autocaravana e quando acordaram já estavam em Lisboa. os avós entregaram a autocaravana e voltaram todos para a Guerra Junqueiro. Mariana queria brincar com os pais mas o corpo destes pedia-lhes repouso. então ela acabou por dormir uma grande sesta como eles. na sexta-feira, como agendado, o massagista com quem se preparavam para as maratonas veio a casa cuidar do jovem casal após tanto tempo em viagem. na véspera da maratona, avós, pais e filha conviveram por casa e brincaram no relvado da Alameda.

domingo às oito da manhã estava fresco, ideal para a corrida render mais para David e Francisca. estavam os dois confiantes e bem-dispostos. não esperavam milagres pois o corpo ainda não se tinha habituado à diferença horária. devido ao covid, os atletas partiram de Cascais por fases, por precaução, para não ficarem todos ao molho e fé em deus. o casal partiu no segundo grupo. com cinco minutos de diferença do primeiro. terminaram a maratona na Praça do Comércio, em três horas e quarenta e dois minutos. estavam muito felizes. os avós e a filha participaram na mini maratona que partiu às dez e meia da ponte Vasco da Gama até ao Parque das Nações.

curiosidade:

o mais antigo e mais produtivo sobreiro existente no mundo é o Assobiador, em Águas de Moura, concelho de Palmela. plantado em 1783, este sobreiro tem mais de dezasseis metros de altura, o equivalente a um terceiro andar, e quatro metros e meio de perímetro do tronco. a copa tem quase trinta metros de diâmetro. deve o seu nome ao som originado pelas numerosas aves canoras que abriga na sua ramagem. desde 1820, já foi descortiçado mais de vinte vezes. em 1991, o seu descortiçamento resultou em mil e duzentos quilos de cortiça, que deram origem a mais de cem mil rolhas, mais do que a produção registada pela maioria dos sobreiros em toda a sua vida. é considerado Monumento Nacional desde 1988 e o Livro de Recordes do Guinness confirma que é o maior e mais velho do mundo.

texto no âmbito do desafio arte e inspiração criado por Fátima Bento.
PARTICIPANTES:
Ana Mestrebii yue, CéliaCharneca Em FlorCristina AveiroFátima Bentoimsilva.

13
Out21

Desafio Arte e Inspiração | Semana 5

Ana de Deus

© El Sueño por Frida Kahlo, 1940© O Sueño por Frida Kahlo 

assinatura de Frida Khalo

(continuação)

Francisca e David despediram-se dos anfitriões com promessa de voltar, se não antes, pelo menos para a maratona de Nova Iorque a 7 de Novembro. regressavam a Portugal em dois dias, para a maratona de Lisboa no domingo, 17 de Outubro. antes quiseram passar pela Cidade do México para visitar os museus Frida Kahlo e o Dolores Olmedo Patiño e saciarem a curiosidade perante a obra de Kahlo. partiram de JFK às 8h44 e chegaram ao México à uma da tarde. viajavam com mochilas e optaram por dormir num hostel com quartos para duas pessoas.

escolheram o bairro Colonia del Carmen de Coyoacán. como já só tinham meio dia optaram por começar pelo Museu Frida Kahlo, também conhecido como Casa Azul, por conta da estrutura de paredes azul-cobalto, é um museu-casa histórico e museu de arte dedicado à vida e à obra da artista mexicana Frida Kahlo. está localizado no bairro Colonia del Carmen de Coyoacán, na Cidade do México. o edifício marca o local de nascimento de Kahlo e é também a casa onde ela cresceu, viveu com o seu marido Diego Rivera por vários anos e faleceu. 

o Museu Dolores Olmedo Patiño, também situado na capital do México, tem como base a colecção da empresária mexicana Dolores Olmedo Patiño, detentora do quadro: O Sueño. e reúne a maior colecção de Frida Kahlo, Diego Rivera e Angelina Beloff. Dolores Olmedo faleceu em 2002 e deixou fundos para cuidarem do seu museu, aberto ao público desde então. o complexo de cinco edifícios contém 145 pinturas por Diego Rivera, 25 por sua esposa Frida Kahlo (e alguns de seus roteiros e desenhos), cerca de seis mil figurinhas e esculturas pré-hispânicas.

o Sueño (A Cama), de Kahlo, é uma pintura a óleo, de 1940, onde o sono, o sonho e a morte se entrecruzam com contornos fortemente surrealistas. na obra, Frida Kahlo (1910-1954) dorme numa cama que se assemelha ao leito de dossel onde na vida real dormia todos os dias, uma videira trepa pelo seu corpo, num aparente e incerto fio de vida enquanto o esqueleto, em cima, revela implacável a realidade inevitável da morte. a artista mexicana desdramatizou sempre os sentimentos negros do quadro dizendo que era uma “lembrança divertida da mortalidade”. 

as características desta obra não podem ser separadas da cultura mexicana que influenciava Frida, onde os mortos e os vivos convivem em harmonia e festividade no Dia dos Mortos. poucos quadros evocam tão perfeitamente a expressão latina somnus est frater mortis (o sono é irmão da morte). Francisca e David quase compraram uma serigrafia do quadro, mas tiveram em consideração o facto de que Mariana já tinha pesadelos suficientes e poderia ficar perturbada. estavam ansiosos por abraçar a filha. os avós guardaram segredo do regresso dos pais.

(continua)

texto no âmbito do desafio arte e inspiração criado por Fátima Bento.
PARTICIPANTES:
Ana Mestrebii yue, CéliaCharneca Em FlorCristina AveiroFátima Bentoimsilva.

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