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© busy as a bee on a rainy day

e se, de repente, o respondemos a um how are you e só nós pescámos a piada (as abelhas não voam quando chove) e vêmos que é um título fantástico para um blogue! pois.. cá estou então!

© busy as a bee on a rainy day

21
Abr21

desafio caixa de lápis de cor - balanço final

Ana de Deus
14
Abr21

desafio caixa de lápis de cor - post scriptum: branco

Ana de Deus

branco


branco é a cor dos anjos. mas havia uma anjo que queria ser cor-de-rosa. sentava-se em meditação e com muita força de vontade conseguia pintar-se de rosa clarinho. mas durava pouco tempo pois, bastava focar-se nas suas tarefas, para voltar a ser um branco radiante. um dia ela decidiu fazer greve, sentou-se em meditação, concentrou-se e pintou-se de um rosa tão radiante que a Mãe Maria veio ver o que se passava. os outros anjos é que tiveram de lhe explicar, pois a grevista recusava desconcentrar-se. a Mãe Maria prometeu-lhe então que iria perguntar à Fonte Divina o que poderia ser feito. a anjo rosa abriu um olho e sorriu e plof! voltou a ser um branco radiante. passados uns instantes a Fonte Divina fez-se ouvir por toda a eternidade. para mudar de cor basta cantar a canção da cor que quiserem ser, quando estiverem a saudar o nascer do sol. os anjos ficaram ainda mais radiantes de alegria. e perguntaram à anjo que queria ser cor-de-rosa como é que ela tinha feito para mudar a cor. e ela respondeu: de facto, há uma vibração diferente para cada cor, eu sento-me em meditação e concentro-me na vibração do meu rosa. os anjos agradeceram e foram saudar o nascer do sol. sentaram-se todos em meditação e, quando a primeira nesga de luz surgiu, começaram todos a vibrar em tonalidades diferentes. a partir desse dia o paraíso continuou branco radiante, pois o branco reúne todas as cores, mas cada anjo passou a vibrar numa cor diferente. cores que os olhos humanos conseguem ver e milhares de outras cores que os olhos humanos não conseguem ver.


texto no âmbito do desafio caixa de lápis de cor.

Neste desafio participo eu, a Concha, a A 3ª Face, a Maria Araújo, a Peixe Frito, a Imsilva, a Luísa De Sousa, a Maria, a Ana D. a Célia,
Charneca Em Flor, a Miss Lollipop, a Ana Mestre, a Fátima Bento, a Cristina Aveiro, a bii yue, o José da Xã, o João-Afonso Machado e a Marquesa de Marvila.

07
Abr21

desafio caixa de lápis de cor - dia 12: castanho escuro

Ana de Deus

castanho escuro

gostava de ser ele a cortar as àrvores com que trabalhava. tinha o seu método intuitivo de cortar só uma árvore que estivesse disposta a ser talhada. ficava parado na floresta, nos dias sem vento, e aquela que fizesse restolhar as suas folhas era a que lhe estava destinada para aquele ano. nas traseiras da sua casa germinava árvores e depois de cortar a sua nova amiga, plantava seis árvores viçosas, já em crescimento, para equilibrar a floresta. era respeitado pelas árvores e por toda a fauna e flora da floresta, pois também lhes prestava respeito.

naquele ano, celebrava meio século de casamento com a sua doce companheira de vida e de aventuras e o seu coração ditava que o trabalho daquele ano fosse parte dessa celebração. mas o que seria? começou a talhar brinquedos e sem anúncio as crianças começaram a visitá-los todos os dias, para o verem trabalhar e para brincarem. a esposa estava deliciada, não tinham netos pelo que aquele presente da Vida a deixava com o coração quentinho. os olhos dos dois idosos brilhavam de felicidade. além dos brinquedos passou a haver biscoitos para toda a criançada.

a princípio os pais ficaram apreensivos, quando souberam por onde andavam os filhos. então o casal convidou a aldeia a visitá-los. por insistência da comunidade, os brinquedos passaram a ser pagos. os velhotes não queriam, mas os pais trouxeram uma caixa de madeira castanho escuro e cada adulto colocava o que sentia justo pelo trabalho do artesão e da cozinheira. quando chegou a data da celebração a aldeia quis que eles abrissem a caixa. lá dentro estava muita generosidade e uma viagem de lua de mel já que nunca tinham tido uma.


texto no âmbito do desafio caixa de lápis de cor
Neste desafio participo eu, a Concha, a A 3ª Face, a Maria Araújo, a Peixe Frito, a Imsilva, a Luísa De Sousa, a Maria, a Ana D. a Célia,
Charneca Em Flor, a Miss Lollipop, a Ana Mestre, a Fátima Bento, a Cristina Aveiro, a bii yue, o José da Xã, o João-Afonso Machado e a Marquesa de Marvila.

31
Mar21

desafio caixa de lápis de cor - dia 11: vermelho

Ana de Deus

tatuagem

a sala foi concebida apostando tudo para enaltecer a acústica da orquestra e silenciar as conversas por todo o salão de baile, transformando-as em sussurros esvoaçantes. os homens de smoking clássico, e a maioria das mulheres de vestido preto, ou pérola, algumas num rosa discreto.

os casais vão sendo apresentados à socialite no topo da escadaria.

o salão tem canapés, poltronas e cadeirões encostados à parede. trata-se de um baile de beneficência organizado pela esposa do governador, com o apoio das senhoritas que não sabem o que fazer à existência se não participarem em tudo o que a primeira-dama da cidade organiza.

mademoiselle Beatriz e o seu gato Melquizedeque, anunciam.

ouve-se um ah! escandalizado e o burburinho ocupa todo o salão. a orquestra pára. o governador perde a cor. os olhos da primeira-dama sorriem de orgulho, já basta ela ter de fazer o frete de aturar as moscas mortas da cidade, ao menos que a filha tenha liberdade de escolha.

o pai ameaçou não financiar o seu périplo pela Europa se não fosse ao baile e ei-la a cumprir ordens segundo as suas regras. mademoiselle Beatriz desce a escadaria num fabuloso vestido vermelho com cauda e sem costas, revelando a tatuagem de um par de asas em tons de azul.


texto no âmbito do desafio caixa de lápis de cor.

Neste desafio participo eu, a Concha, a A 3ª Face, a Maria Araújo, a Peixe Frito, a Imsilva, a Luísa De Sousa, a Maria, a Ana D. a Célia,
Charneca Em Flor, a Miss Lollipop, a Ana Mestre, a Fátima Bento, a Cristina Aveiro, a bii yue, o José da Xã, o João-Afonso Machado e a Marquesa de Marvila.

24
Mar21

desafio caixa de lápis de cor - dia 10: verde claro

Ana de Deus

verde claro


o verde claro são salpicos de cloreto de sódio que caem na aguarela. em pinceladas circulares misturo-os com o verde escuro. têm um efeito de que ninguém a não ser eu e a gata sabe a causa. quando alguém mais perspicaz pergunta se são lágrimas, respondo que é chuva. vêm então os mais audazes dissertar sobre a diferença entre o efeito do cloreto de sódio e o do hidrogénio na tinta. o primeiro cria ínfimos cristais, enquanto o segundo borbulha. por falar em borbulhar, evado-me para o bar da galeria e peço mais uma flute de champanhe. chérie, tem cada vez menos paciência para os seus adoradores, diz o bartender. é um homem sem idade, conhece-me desde quando vendi o meu primeiro quadro. há décadas. são um bando de bajuladores sem tesão. vêm embebedar-se à borla. os verdadeiros apreciadores enviam peritos e é com esses que o meu agente alimenta a minha conta bancária. ele suspira e diz: o teu maior admirador sou eu chérie. nem eu imagino que é ele que colecciona o espólio das minhas lágrimas. em ti acredito, digo, sem a mínima noção.


texto no âmbito do desafio caixa de lápis de cor.

Neste desafio participo eu, a Concha, a A 3ª Face, a Maria Araújo, a Peixe Frito, a Imsilva, a Luísa De Sousa, a Maria, a Ana D. a Célia,
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