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busy as a bee on a rainy day

O CORAÇÃO NO TOPO ESQUERDO LIGA OS DOIS BLOGUES

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01
Jun20

desafio: descreve o teu rosto em cem palavras

Ana de Deus

desafio: descreve o teu rosto em cem palavras

 

hoje desafio-vos a descrever o vosso rosto sem imagens, apenas por palavras,
no máximo, 100 palavras. usa a tag: o meu rosto em cem palavras, para ser mais simples encontrarmo-nos.

NOTA: este desafio teve início a 1 de Junho de 2020 e será deixado a vogar pela blogosfera
para todos os que lhe quiserem dar continuidade.

IMPORTANTE: publica o link deste post, para quem nos lê ter acesso a todos os retratos.
eis o início do nosso albúm de palavras.. Gotas de Sol desafio-te a descreveres o teu rosto. mesmo quem não é desafiado formalmente, pode entrar no desafio..

RETRATO DA ANA DE DEUS

segundo a opinião de mulheres e homens mais atentos, tenho os olhos muito bonitos pois parecem castanhos mas ficam verde azeitona quando a luz lhes incide. as minhas sobrancelhas são espessas, sou pestanuda e o meu nariz é um pouco arrebitado. o lado esquerdo do meu rosto tem sardas e o direito não. a minha mãe diz que sorrio com os olhos. há três anos que uso óculos para ler as letras miudinhas.

RETRATO DA MARIA ARAÚJO

Em criança fui loira,tinha o cabelo comprido, diziam que era a" Alice no País das Maravilhas", tenho sardas (as colegas da escola cobiçavam-nas e com um marcador faziam pintas no rosto para ficar igual ao meu). 

Cresci, o cabelo escureceu.

Os meus olhos são pequenos, em forma de amêndoa, e castanhos, o  nariz é comprido, a boca pequena.

As pestanas são curtas e claras, para realçar o olhar uso máscara de pestanas.

Desde sempre que tenho rugas de expressão, quando me rio parece que duplicam.  Agora madura que sou, há outras

Já disse que tenho sardas?

RETRATO DA MEL

A minha cara é uma famosa "bolacha maria" de tão redondinha que é.

As bochechas enormes são o grande destaque desta carinha laroca.

Tenho olhos escuros, cor de chocolate.

São bem pequeninos. Quando tiro fotografias, ficam sempre fechadinhos com vergonha!

O nariz pequenino, como se fosse uma batatinha.

Algumas marquinhas chamadas de "medalhas de bom comportamento".

Uma curiosidade: as orelhas são pequeninas, no entanto, uma é maior do que a outra. Além disso, consigo mexê-las!

Tenho longos cabelos escuros. Desde pequena, que muitos me chamam de “Pocahontas”!

RETRATO DA MARTA SEGÃO

Rosto, outrora mais redondo, hoje mais estreito e longo.
Olhos grandes, para melhor ver aquilo que me rodeia, o que é digno de ser visto, e o que não deverei voltar a ver. De cor castanho-esverdeado, ou verde-acastanhado.
Pele clara, outrora de adolescente, cheia de borbulhas. Hoje, restam as marcas das alegrias, das tristezas, das preocupações, das vivências, dos sorrisos, traduzidas em finas linhas a que apelidam de rugas de expressão.
Nariz e boca banais. Sobrancelhas cada vez mais finas, pestanas longas.
Cabelo ruivo, outrora escuro, e que volta agora a clarear, com reflexos brancos fruto da idade.
Sou eu…

RETRATO DA V DE VIVER

Bem redondinho. Queixo não muito saliente. Lábios bonitos, digo eu. Sorriso lindo, dizem os outros. O nariz não é grande, nem pequeno. Mas tem uma particularidade: uma marquinha vermelha, quase no espaço entre os olhos. Não gosto dessa marca mas também nunca fiz nada para acabar com ela. Olhos castanhos, bem escuros, não muito grandes. Pestanas médias que ficam bem bonitas nas poucas vezes que coloco rímel. Sobrancelhas mais para o grossas. O lado direito é bem maior que o esquerdo. Eu consigo notar a diferença mas todos dizem que não se nota. É este o meu rosto.

RETRATO DA CHARNECA EM FLOR

Não consigo bem descrever o formato do meu rosto, talvez seja quadrado. Os olhos são enormes, castanhos mas que evoluem para verde por incidência da luz e pelas lentes de contacto. As sobrancelhas são algo desorganizadas. As pestanas são discretas. O nariz é um bocadinho grande contrastando com os lábios finos que escondem um sorriso de dentes irregulares. No Verão aparecem umas pequenas sardas nas maçãs do rosto e o stress faz-me ficar corada com frequência. Quando sorrio, aparece uma única covinha do lado direito. E tenho, entre outras, uma antiga ruga de expressão, vertical, na testa entre as sobrancelhas.

RETRATO DA MISS X

Pelo meu rosto a vida criou sulcos provocados por sorrisos e por onde as lágrimas correm quando se abrem os rios da tristeza.

Depois o mar inundou os meus olhos, deixando-os da cor das marés de tempestade, que vão e vêm sem que a Lua as serene.

Da minha boca as palavras são rosas, às vezes com espinhos, outras vezes cravos desfolhados em pétalas de liberdade.

Os meus cabelos ardentes deixam-se cair em madeixa, brincando com o meu sorriso ou provocando um traço zangado nos meus lábios.

Sou assim.

Uma verdade difícil que não se esconde por detrás de uma mentira riscada a batom.

 RETRATO DO NÁUSEAS

olho-me no espelho
e encontro novamente a tristeza nos olhos
tristeza que vem já de muito longe
do tempo em que eu, fauno, pulava alegre
na vida e nos outros
tristeza que se estende ao sorriso
e que se confunde frequentemente com ironia

olho-me no espelho
e vejo o que fui
na lembrança de ter tido cabelo
troquei-o por sonhos que amargam agora na boca
azedaram os sonhos e encovaram os olhos
antes ter cabelo que sonhos
mas é tarde
o fauno morreu deixou apenas a flauta que ninguém toca

olho-me no espelho
e vejo um rosto cinzento, magro e sem ilusões

 RETRATO DA IMSILVA

Em cem palavras o meu rosto

Tem palavras o meu rosto?

O meu rosto tem expressões

De alegria, de tristeza, de confusão, de certezas, de dúvidas, de indignação

Espero que também de carinho, de amor, de conforto para quem precisar de tal

Como se traduz um rosto em palavras?

Sou bonita, feia, estrábica, enrugada, de pele lisa como um bebé?

Rosto redondo, afilado, cheio, fino?

Vejo-me ao espelho, e peço-lhe palavras para descrever o meu rosto

Não me responde

Procuro-as aqui e ali, mas não as encontro

Ahhh! Já as encontrei , escondem-se atrás dos meus olhos

Têm vergonha de aparecer

RETRATO DA OLGA CARDOSO PINTO

Em tons claros tenho a pele colorida
Cabelos acobreados tornam a face cingida
De olhos verde azeitona em segredos inconfessos
Desta boca rosada conto estórias e destilo versos
Oval como o nome este semblante se apresenta
Às vezes felicíssima outras vezes rabugenta
Numa paleta diversa de mistura ancestral
Pintou-se esta tela de um rosto banal

RETRATO DA ISA NASCIMENTO 

É retangular, alongado, de testa bem alta. Curiosamente, quando sorrio com vontade, as bochechas sobem para junto dos olhos e fico com cara de bolacha. Por isso, o meu sorriso não é nada fotogénico.

Os meus olhos são pequenos, com pestanas finas e curtas, sobrancelhas naturais com todos os pelos a que têm direito. A cor é verde, claro e brilhante. É nos meus olhos que toda a gente repara.

O nariz é “abatatado”, uma das narinas é redonda e a outra é oval. Os lábios são finos.

As rugas são ainda poucas, enganando a idade e os problemas.

RETRATO DA MULA

A Mula, que grande não é, tem rosto pequeno e olhos esbugalhados, expressivos. São castanhos, cor de avelã quando faz sol, meio que esverdeados quando faz chuva no interior da alma. Expressivos, bem vos disse. Nariz pequeno e fino, dizem as más línguas que aparenta ser empertigado, mas quem o conhece sabe que empertigado não é. A Mula tem também sardas que se camuflam com a pele excessivamente rosada da rocásea que teima em persistir, e que a Mula tenta desesperadamente disfarçar. Lábios finos rosados, sempre naturais que batom a Mula não gosta de usar. Tudo isto emoldurado por um cabelo médio cuja cor depende dos estados de alma.

RETRATO DA BII YUE

Cara de criança/adolescente com anos de mulher. Olhos expressivos que escondem e dizem tanto. Ar sereno e sorridente. Orelhas de macaco escondidas, mas a ouvir. Nariz de papagaio que já levou com uma bola de basquet. Marcas de crescimento, marcas de guerra contra um ferro de engomar em pequena. Boca pequena mas sempre com um sorriso. Um rosto alongado que tantas emoções e máscaras tende a mostrar. Uma alma a acordar e a progredir. 

RETRATO DA NALA

O meu rosto é marcado pelo bronzeado do Sol, uns olhos castanhos, uma boca carnuda, um queixo saliente do qual tento aprender a gostar e um nariz de "batatinha", como diria a minha mãe.

Uma cara que se distingue pela expressividade e que demonstra imediatamente todas as minhas emoções, como se tivesse personalidade própria...

Este todo, que já é tanto, está abraçado por um volumoso cabelo castanho, outro que só faz o que quer, e por uma orelhas às quais nunca faltam um belo par de brincos! Rosto e brincos são indissociáveis por aqui.

Um rosto que é essencialmente feliz...

RETRATO DA SASSÃO

No meu rosto estão muitos mil sorrisos, muitas mil lágrimas que o foram habitando.
 
Um rosto que acolhe as sombras do que não deveria ter acontecido, mas também vai buscar uma luz da infância, de pura felicidade que nunca perdeu.
 
Olho o meu rosto e vejo outros rostos: os cantos da boca curvados do meu pai e do pai dele; as pálpebras sob os olhos, a linha vertical entre eles, da minha mãe. 
A cor, fui buscar à minha avó.
 
E vejo um rosto rodeado por um cabelo revolto que ainda me é estranho. 
Como tantos dias é estranho o rosto do espelho. 
 
 
Não é um, são tantos!... O habitual, o pontual, o zangado, o feliz, o tranquilo, o sonolento, o do mau acordar da manhã. Às vezes reflexo do céu, repouso do sol, sal do mar. Outras, sorrisos e gargalhadas. Uns dias, rio de lágrimas nascidas do caos. Outros, perguntas, perplexidades, inquietações. Olhos pequenos, boca pequena. Dentes cerrados quando a coisa está negra. Sinais. “Deus a assinalou, algum defeito lhe achou”. E rugas, muitas. Tantas quantas as alegrias e os tropeções. Rosto comum, de uma história comum também. Mas carne, osso, verdade… e sempre a pele de uma vida qualquer que acontece.

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