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© busy as a bee on a rainy day

e se, de repente, o respondemos a um how are you e só nós pescámos a piada (as abelhas não voam quando chove) e vêmos que é um título fantástico para um blogue! pois.. cá estou então!

20
Out21

Desafio Arte e Inspiração | Semana 6

Ana de Deus

O Sobreiro pelo rei D. Carlos de Bragança© O Sobreiro pelo rei D. Carlos de Bragança

Assinatura de D. Carlos

(continuação)

Francisca e David alugaram um carro para ir ter com os pais e a filha a Vila Viçosa e voltarem todos para Lisboa na autocaravana. estavam a cinco dias da maratona. Mariana ficou um pouco confusa quando acordou e a mãe e o pai estavam ali em carne e osso. o abraço dos pais deixou-a em êxtase. na sua inocência, saiu a correr do quarto para avisar os avós. era uma alegria só. os adultos tinham escolhido aquele ponto de encontro pois o jovem casal queria visitar o Museu da Fundação da Casa de Bragança naquela cidade.

O Sobreiro é uma pintura a pastel sobre cartão da autoria do rei português D. Carlos de Bragança (1863-1908), baptizado com o nome de Carlos Fernando Luis Maria Vítor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Sabóia Bourbon Saxe-Coburgo Gota. a obra foi pintada em 1905, mede 177 cm de altura e 91 cm de largura; representa a árvore símbolo de Portugal. em 2011, o sobreiro foi consagrado, por unanimidade da Assembleia da República, a árvore nacional. a importância do sobreiro no nosso país é reconhecida desde o século XIII, altura em que surgiram as primeiras leis de protecção da espécie.

D. Carlos era dotado de uma grande sensibilidade artística, o que o levou a dedicar-se a um conjunto diferenciado de actividades, destacando-se a pintura, a ornitologia e a oceanografia. era apaixonado por fotografia, sendo autor de grande parte do espólio da Família Real. pintor de talento, com grande capacidade expressiva e técnica apurada, assinava muitas vezes as suas pinturas a aguarela, a óleo ou a pastel com o nome Carlos Fernando. o quadro O Sobreiro pertence ao Museu da Fundação da Casa de Bragança de Vila Viçosa. Francisca e David concordaram com os pais que seria mais interessante reservar uma visita guiada, que até Mariana seguiu com atenção.

no dia 1 de Fevereiro de 1908, D. Carlos regressa a Lisboa, acompanhado da Família Real, vindos de Vila Viçosa. viajaram de comboio até ao Barreiro, entraram num vapor e desembarcaram no Terreiro do Paço. nesta praça, a Família Real subiu para uma carruagem aberta, com destino ao Paço das Necessidades, e é alvejada. os disparos provêm de um atirador que rompe entre a polícia e a população. o rei, atingido com dois tiros na cabeça, teve morte imediata. a carruagem segue por entre a confusão instalada, porém, outro disparo atinge mortalmente o príncipe herdeiro D. Luís Filipe. o seu irmão, o infante D. Manuel, fica ferido num braço. só a rainha D. Amélia saiu incólume.

após a visita ao Museu, Francisca e David adormeceram na autocaravana e quando acordaram já estavam em Lisboa. os avós entregaram a autocaravana e voltaram todos para a Guerra Junqueiro. Mariana queria brincar com os pais mas o corpo destes pedia-lhes repouso. então ela acabou por dormir uma grande sesta como eles. na sexta-feira, como agendado, o massagista com quem se preparavam para as maratonas veio a casa cuidar do jovem casal após tanto tempo em viagem. na véspera da maratona, avós, pais e filha conviveram por casa e brincaram no relvado da Alameda.

domingo às oito da manhã estava fresco, ideal para a corrida render mais para David e Francisca. estavam os dois confiantes e bem-dispostos. não esperavam milagres pois o corpo ainda não se tinha habituado à diferença horária. devido ao covid, os atletas partiram de Cascais por fases, por precaução, para não ficarem todos ao molho e fé em deus. o casal partiu no segundo grupo. com cinco minutos de diferença do primeiro. terminaram a maratona na Praça do Comércio, em três horas e quarenta e dois minutos. estavam muito felizes. os avós e a filha participaram na mini maratona que partiu às dez e meia da ponte Vasco da Gama até ao Parque das Nações.

curiosidade:

o mais antigo e mais produtivo sobreiro existente no mundo é o Assobiador, em Águas de Moura, concelho de Palmela. plantado em 1783, este sobreiro tem mais de dezasseis metros de altura, o equivalente a um terceiro andar, e quatro metros e meio de perímetro do tronco. a copa tem quase trinta metros de diâmetro. deve o seu nome ao som originado pelas numerosas aves canoras que abriga na sua ramagem. desde 1820, já foi descortiçado mais de vinte vezes. em 1991, o seu descortiçamento resultou em mil e duzentos quilos de cortiça, que deram origem a mais de cem mil rolhas, mais do que a produção registada pela maioria dos sobreiros em toda a sua vida. é considerado Monumento Nacional desde 1988 e o Livro de Recordes do Guinness confirma que é o maior e mais velho do mundo.

texto no âmbito do desafio arte e inspiração criado por Fátima Bento.
PARTICIPANTES:
Ana Mestrebii yue, CéliaCharneca Em FlorCristina AveiroFátima Bentoimsilva.

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