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© busy as a bee on a rainy day

e se, de repente, o respondemos a um how are you e só nós pescámos a piada (as abelhas não voam quando chove) e vêmos que é um título fantástico para um blogue! pois.. cá estou então!

13
Out21

Desafio Arte e Inspiração | Semana 5

Ana de Deus

© El Sueño por Frida Kahlo, 1940© O Sueño por Frida Kahlo 

assinatura de Frida Khalo

(continuação)

Francisca e David despediram-se dos anfitriões com promessa de voltar, se não antes, pelo menos para a maratona de Nova Iorque a 7 de Novembro. regressavam a Portugal em dois dias, para a maratona de Lisboa no domingo, 17 de Outubro. antes quiseram passar pela Cidade do México para visitar os museus Frida Kahlo e o Dolores Olmedo Patiño e saciarem a curiosidade perante a obra de Kahlo. partiram de JFK às 8h44 e chegaram ao México à uma da tarde. viajavam com mochilas e optaram por dormir num hostel com quartos para duas pessoas.

escolheram o bairro Colonia del Carmen de Coyoacán. como já só tinham meio dia optaram por começar pelo Museu Frida Kahlo, também conhecido como Casa Azul, por conta da estrutura de paredes azul-cobalto, é um museu-casa histórico e museu de arte dedicado à vida e à obra da artista mexicana Frida Kahlo. está localizado no bairro Colonia del Carmen de Coyoacán, na Cidade do México. o edifício marca o local de nascimento de Kahlo e é também a casa onde ela cresceu, viveu com o seu marido Diego Rivera por vários anos e faleceu. 

o Museu Dolores Olmedo Patiño, também situado na capital do México, tem como base a colecção da empresária mexicana Dolores Olmedo Patiño, detentora do quadro: O Sueño. e reúne a maior colecção de Frida Kahlo, Diego Rivera e Angelina Beloff. Dolores Olmedo faleceu em 2002 e deixou fundos para cuidarem do seu museu, aberto ao público desde então. o complexo de cinco edifícios contém 145 pinturas por Diego Rivera, 25 por sua esposa Frida Kahlo (e alguns de seus roteiros e desenhos), cerca de seis mil figurinhas e esculturas pré-hispânicas.

o Sueño (A Cama), de Kahlo, é uma pintura a óleo, de 1940, onde o sono, o sonho e a morte se entrecruzam com contornos fortemente surrealistas. na obra, Frida Kahlo (1910-1954) dorme numa cama que se assemelha ao leito de dossel onde na vida real dormia todos os dias, uma videira trepa pelo seu corpo, num aparente e incerto fio de vida enquanto o esqueleto, em cima, revela implacável a realidade inevitável da morte. a artista mexicana desdramatizou sempre os sentimentos negros do quadro dizendo que era uma “lembrança divertida da mortalidade”. 

as características desta obra não podem ser separadas da cultura mexicana que influenciava Frida, onde os mortos e os vivos convivem em harmonia e festividade no Dia dos Mortos. poucos quadros evocam tão perfeitamente a expressão latina somnus est frater mortis (o sono é irmão da morte). Francisca e David quase compraram uma serigrafia do quadro, mas tiveram em consideração o facto de que Mariana já tinha pesadelos suficientes e poderia ficar perturbada. estavam ansiosos por abraçar a filha. os avós guardaram segredo do regresso dos pais.

(continua)

texto no âmbito do desafio arte e inspiração criado por Fátima Bento.
PARTICIPANTES:
Ana Mestrebii yue, CéliaCharneca Em FlorCristina AveiroFátima Bentoimsilva.

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