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© busy as a bee on a rainy day

e se, de repente, o respondemos a um how are you e só nós pescámos a piada (as abelhas não voam quando chove) e vêmos que é um título fantástico para um blogue! pois.. cá estou então!

© busy as a bee on a rainy day

30
Set21

desafio 30 dias de escrita | uma metáfora para a vida #30

Ana de Deus

© ninho de escritores

eu acredito que o universo é como uma praia. cada estrela, planeta, cometa, lua, tudo, tudo, tudo o que compõe o cosmo é um grão de areia. nós vivemos num grão de areia e se este desaparecesse da praia o universo ficaria incompleto. esta é a grandiosidade da nossa insignificância. eu acredito que o universo é como uma praia. cada estrela, planeta, cometa, lua, tudo, tudo, tudo o que compõe o cosmo é um grão de areia. nós vivemos num grão de areia e se este desaparecesse da praia o universo ficaria incompleto. esta é a grandiosidade da nossa insignificância.

p.s. e assim cumpro o mínimo das cem palavras

texto no âmbito do desafio 30 dias de escrita.

PARTICIPANTES:
Ana de DeusCristina AveiroJoão-Afonso MachadoJosé da XãMaria Araújo

29
Set21

Desafio Arte e Inspiração | Semana 3

Ana de Deus

O Grito por Edvard Munch© O Grito por Edvard Munch

assinatura de Edvard Munch

(continuação)

O Grito é uma série de quatro pinturas do norueguês Edvard Munch. a obra representa uma figura andrógina num momento de profunda angústia e desespero. o plano de fundo é a doca do fiorde de Oslo ao pôr-do-Sol. O Grito é considerado uma das obras mais importantes do movimento expressionista. no terceiro dia em Nova Iorque, Francisca e David vestiram-se com um rigor formal. David sonhava com este momento há anos. finalmente ia conhecer pessoalmente Leon Black com quem se correspondia há quase uma década. com pontualidade britânica, a limusine, enviada pelo magnata, chegou. o habitáculo não dava visibilidade para o exterior. tinham sido avisados de que seria assim, pois o senhor Black preserva a sua privacidade.

Munch pintou quatro versões de O Grito (duas em 1893, uma em 1895 e outra em 1910). três delas estão em museus na Noruega, enquanto a quarta estava nas mãos de Petter Olsen, um empresário norueguês cujo pai foi amigo e patrono de Munch, tendo adquirido inúmeros quadros ao artista. em 2 de Maio de 2012, a obra foi vendida através da Sotheby's pelo preço recorde de 119,9 milhões de dólares, tornando-se a obra mais cara de sempre em leilão. O Grito foi adquirido no leilão, por telefone, pelo americano Leon Black. o magnata de 70 anos, é membro do conselho do MoMA de Nova Iorque e possui uma considerável colecção de arte, que inclui pintores clássicos, impressionistas e expressionistas.

após quase duas horas de viagem chegaram ao destino. foram recebidos pela assistente pessoal de Leon Black, que os acompanhou pelas várias salas da mansão, revelando-se uma especialista com uma cultura geral riquíssima. era formada em belas artes e respirava história e pintura. Francisca e David estavam no céu, com tanta maravilha. chegados à sala dedicada a Munch a assistente ficou à porta, deixando-os mergulhar no trabalho do artista. O Grito estava no centro da sala, numa coluna de vidro selada e automatizada para preservar a obra da humidade. esta é a versão de 1895? indagou o casal emocionado, e a assistente anuiu. os jovens estavam deslumbrados. ao vivo tem uma força colossal! exclamou David com admiração.

Leon Black aguardava-os para um brunch delicioso. quando deram um aperto de mão David emocionou-se, expressando a sua gratidão pelo que lhes tinha proporcionado. o septuagenário sorriu-lhes. tinha o dom de intuir a verdade em cada pessoa e o jovem casal transmitia-lhe genuinidade. de certa forma era um mecenas da cultura geral de David e Francisca. o pai do jovem também era coleccionador, e enviara a 1ªedição de um jarro Bordallo Pinheiro para o casal presentear o magnata. este conhece o pai de David como conselheiro, quando há peças que podem interessar o senhor Black e que vão a leilão, o sogro de Francisca informa-o. David foi ganhando gosto pelos leilões na companhia do pai.

meia-noite em Nova Iorque, sete da tarde em Portugal, quando ligaram para dar beijinhos de bons sonhos à Mariana, David estava ansioso por contar ao pai todos os pormenores da magnificência e cortesia do magnata. Francisca leu uma história de encantar à filha. esta adormeceu antes do fim, mas a mãe continuou a ler, para Mariana adormecer profundamente com a sua voz no quarto. enquanto isso, pai e filho trocavam impressões sobre as vivências com o senhor Black ao longo dos anos. e as avós contavam a Francisca como, do alto dos seus cinco anos, a filha palmilhou dois quilómetros de areal, fizeram um picnic numa baía e, quando voltaram para a autocaravana, mesmo sonolenta, quis esperar pelo telefonema dos pais.

(continua)

texto no âmbito do desafio arte e inspiração criado por Fátima Bento.
PARTICIPANTES:
Ana Mestrebii yue, BrunoCéliaCharneca Em FlorCristina AveiroFátima Bentoimsilva.

 

29
Set21

desafio 30 dias de escrita | um beijo de amor #29

Ana de Deus

© ninho de escritores

durante anos frequentaram a mesma esplanada. um dia levantaram-se os dois ao mesmo tempo. cruzaram o olhar. as almas reconheceram-se. sem uma palavra, caminharam um para o outro. e beijaram-se suavemente. saboreando os lábios um do outro. como quando se recorda o verdadeiro tocar. o universo envolveu-os numa espiral de luz. por uns minutos, só o toque era real. ela lembrou a mornura do coração quando se é amada. ele lembrou as borboletas no estômago de quando se ama. sorriram, olhos nos olhos. sem uma palavra, cada um seguiu o seu caminho. os dois com a alma plena e curada.

texto no âmbito do desafio 30 dias de escrita.

PARTICIPANTES:
Ana de DeusCristina AveiroJoão-Afonso MachadoJosé da XãMaria Araújo

28
Set21

desafio 30 dias de escrita | uma esquina marcante #28

Ana de Deus

© ninho de escritores


ela segurava os sacos das compras a custo, olhava o chão dado o esforço e as dores nas costas. ele caminhava veloz com o sol a bater-lhe nos olhos. na esquina ele quase a atropelou, mas segurou-a célere pela cintura. olharam-se nos olhos, prontos a pedir desculpa. mas um sorriso nasceu na troca de olhares. és tu! exclamaram. e deram um beijo apaixonado. tinham-se desencontrado tantas vezes, sempre com esperança no destino. ele segurou-lhe os sacos e ofereceu-se para a levar a casa. então, e o que te fazia correr não é importante? indagou preocupada. deixou de ser, respondeu-lhe sorrindo.

texto no âmbito do desafio 30 dias de escrita.

PARTICIPANTES:
Ana de DeusCristina AveiroJoão-Afonso MachadoJosé da XãMaria Araújo

27
Set21

desafio 30 dias de escrita | um equívoco consertado #27

Ana de Deus

© ninho de escritores


o perdão da minha melhor amiga. na altura, não o reconheci, só depois de a perder. e tenho tantas saudades. o perdão da minha melhor amiga. na altura, não o reconheci, só depois de a perder. e tenho tantas saudades. o perdão da minha melhor amiga. na altura, não o reconheci, só depois de a perder. e tenho tantas saudades. o perdão da minha melhor amiga. na altura, não o reconheci, só depois de a perder. e tenho tantas saudades. o perdão da minha melhor amiga. na altura, não o reconheci, só depois de a perder. e tenho tantas saudades.

p.s. e assim cumpro o mínimo das cem palavras

texto no âmbito do desafio 30 dias de escrita.

PARTICIPANTES:
Ana de DeusCristina AveiroJoão-Afonso MachadoJosé da XãMaria Araújo

26
Set21

desafio 30 dias de escrita | uma obra de arte #26

Ana de Deus

© ninho de escritores


há tantas obras-primas no nosso planeta, mas este Adão e Eva em terracota, criado por Ernesto Canto da Maya (1890-1981), exposto no Museu do Chiado, em Lisboa, foi o meu primeiro pensamento. adoro a inocência desta escultura e a doçura dos rostos. se puderem, visitem a exposição permanente do museu. há tantas obras-primas no nosso planeta, mas este Adão e Eva em terracota, criado por Ernesto Canto da Maya (1890-1981), exposto no Museu do Chiado, em Lisboa, foi o meu primeiro pensamento. adoro a inocência desta escultura e a doçura dos rostos. se puderem, visitem a exposição permanente do museu.

p.s. e assim cumpro o mínimo das cem palavras

Adão e Eva por Ernesto Campo da Maya (1890-1981)

texto no âmbito do desafio 30 dias de escrita.

PARTICIPANTES:
Ana de DeusCristina AveiroJoão-Afonso MachadoJosé da XãMaria Araújo

25
Set21

desafio 30 dias de escrita | um adormecer tranquilo #25

Ana de Deus

© ninho de escritores

no meu quadragésimo nono aniversário voltei às origens. há alguns anos que não tinha meios financeiros para o fazer. o máximo que conseguimos são sempre duas noites e três dias. queria ver o espectáculo multimédia nas ruínas do carmo. usei o cartão de crédito quase seis meses antes. quando chegou a altura da viagem, já estava com saldo positivo. estavam trinta e muitos graus, não consegui passear muito. mas o cansaço do calor e o regresso às raízes fizeram-me adormecer num ápice. duas noites reparadoras, tranquilas, com um sono tão profundo que nem o ressonar da minha mãe me perturbou.

texto no âmbito do desafio 30 dias de escrita.

PARTICIPANTES:
Ana de DeusCristina AveiroJoão-Afonso MachadoJosé da XãMaria Araújo

24
Set21

desafio 30 dias de escrita | uma caminhada curiosa #24

Ana de Deus

© ninho de escritores

cerca de quinhentos metros de um caminho ladeado por palmeiras altaneiras. de repente um estrondo. mesmo atrás de mim, caiu um ramo de palmeira. por um infinitésimo de segundo e eu tinha levado com ele em cima. olhei para o ramo caído, sem pensar mais no assunto. continuei a caminhar. segui o percurso habitual lenta e cadenciadamente até chegar à minha amiga árvore. coloquei a mão sobre o tronco e pedi permissão para me sentar encostada a ela. esperei até me sentir bem-vinda. sentei-me a descansar o olhar na imensidão verde. logo ali ao lado um riacho sobrevoado por andorinhas.

texto no âmbito do desafio 30 dias de escrita.

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