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© busy as a bee on a rainy day

e se, de repente, o respondemos a um how are you e só nós pescámos a piada (as abelhas não voam quando chove) e vêmos que é um título fantástico para um blogue! pois.. cá estou então!

31
Mai21

o que a Paz significa para a Autora do 1 Mulher

Ana de Deus

Paz Peace Paix

uma das coisas que mais aprecio na Vida, na minha, é este sentimento que tenho de ter a consciência tranquila, que me dá a paz que preciso… estou certa que já houve momentos em que não fui correta com alguém, ou em alguma situação, que fiz questão de esclarecer, aliás tento sempre esclarecer, antes da pessoa se aperceber ou a situação “rebentar”… esta forma de estar é a minha bússola, que me permite manter o meu norte e seguir caminho… não pratico o olho-por-olho, porque não vou fazer algo que condeno, mas sou humana e fico sempre mais atenta a quem age assim comigo, permitindo-me desta forma estar um passo à frente, pelo menos tento… não sou de me “revestir” de palavras com significados fortes, para parecer algo que não sou… sou muito fiel aos meus princípios, e não digo nada que não sinta verdadeiramente, o que por vezes causa alguns problemas, porque as pessoas não estão habituadas a sinceridade… é muito mais fácil, ouvir/dizer sempre o que as outras pessoas “esperam”.

poder deitar a cabeça na almofada e “não ter pendentes” é pacificador.

AUTORIA: Dina

24
Mai21

o que a Paz significa para a Autora do Diário de Fuga

Ana de Deus

Paz 2021


A paz é branca mas poderia também ser azul

Tão pura como a pomba que voa ou a onda que se desmancha

Entra-nos pela alma como o vento entra por uma janela aberta

Não pede licença, mas sentimos quando chega

Sentimo-nos em paz e a felicidade parece mais fácil

Mais palpável

Sentimo-nos em paz e desejamos que todos sintam o mesmo

É impossível, a paz é uma constante utopia

Não fosse o seu contrário a guerra

Não há calmaria sem antes ter havido tempestade

Não há cicatriz sem antes ter havido ferida

O barco navega em busca de uma baía sossegada

Mas são gigantes as ondas, são brutais as intempéries

A paz é branca mas poderia também ser verde

Pois é a esperança que guia o seu caminho

É uma constante busca

Mesmo quando estamos a atravessar um campo minado

Esperamos sempre que um dia seja um campo florido

Esperamos que o arco-íris surja no horizonte

A paz é branca mas poderia ser de todas as cores

De todas as nações, de todos os seres vivos

E, se assim fosse, a paz seria sinónimo de igualdade

Quem sabe, um dia, todos possam saber o que é a paz

Todos sintam aquela calma na alma

como quem olha o mar parado numa tarde de verão

Todos possam saber o que é respirar sem dificuldades

O que é sorrir sem motivo

O que é amar sem barreiras e perdoar sem rancor

Sentir que o que se é não é mais nem menos

É suficiente e é tanto para o que se almeja ser

A paz vem e virá para todos

Nem que seja por breves instantes

Só peço que ela não venha apenas no suspiro final

AUTORIA: Alice Barcellos 
querida Alice o teu texto está em destaque, aqui  e aqui :)

21
Mai21

Desafio de escrita 3.0 - Tema 2

Ana de Deus

o desafio dos pássaros - tema dois


o vestido de Francisca, quando entrou de braço dado com o pai, no caminho de pétalas que a levava até David, deu origem ao tititi que tirava as avós do sério. cada uma na sua ala, do noivo e da noiva, viraram-se para trás e tossiram um: caaaladaaass! passou a só se ouvir a marcha nupcial e os passarinhos.

os noivos estavam felizes e muito bem-dispostos. tinham convencido os pais e os avós todos a aprender a dançar o tango. a química entre os jovens tinha deixado as avós orgulhosas. ensaiaram em família durante a última semana antes da boda. Francisca e David tinham os corpos perfeitos de bailarinos profissionais.

sabendo o porquê da racha do vestido as avós sentiam-se vaidosas por terem sido incluídas no segredo e por se sentirem capazes de também fazer boa figura. o baile acabou por ser um sucesso. o casamento foi recordado durante muito tempo, e serviu de referência para os que lhe seguiram.

de volta à cidade os recém-casados revelaram que estavam a comprar uma casa há alguns meses, apesar de terem continuado a viver com os pais. eram um primor de filhos, diziam as avós. combinaram encontrar-se à saída do metro da Alameda, as obras de remodelação da casa tinham acabado, precisava de ser limpa e, finalmente, mobilada.

os avós tinham vindo de taxi, que já não tinham idade para descer e subir tanta escadaria. Francisca deu indicação ao motorista para os deixar na esplanada da gelataria na Guerra Junqueiro. os pais não queriam crer, desde criança que a filha dizia que um dia teria dinheiro para viver naquela rua que tanto a encantava.

David só queria viver com ela, era-lhe indiferente onde, mas não resistiu ao entusiasmo da sua amada. estavam ambos felizes com a escolha e o resultado. os avós tinham se sentado na esplanada a saborear um gelado. vêem! exclamou a jovem, mesmo quem não nos encontrar em casa pode deliciar-se nesta esplanada.

tinham comprado a penthouse num prédio com três andares, sem elevador. os avós suspiraram para ganhar alento. quando finalmente entraram na casa dos netos, já eles tinham ido buscar cadeiras ao terraço. os homens da família disponibilizaram-se para carregar o que fosse necessário.

os pombinhos tiraram duas semanas de férias para tornar a casa habitável e optaram por adiar a lua-de-mel para o Inverno. queriam neve. as mães riram: quase todos querem praias paradisíacas e vocês querem frio. por falar em carregar coisas, disse o filho, preciso de ajuda para trazer um fogão ofertado à última da hora.

Francisca ficaria em casa para receber as entregas e David ia com o pai e o sogro buscar o que estava fora da remessa. no dia seguinte, a recém-casada ligou aflita: amor! afinal havia outro (cabra, murmurou o sogro).. fogão! o filho e o compadre fulminaram-no com o olhar. encolheu-se todo e corou até às orelhas.

texto no âmbito do desafio dos pássaros.
DESAFIO: afinal havia outro.. fogão.

(continua)

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