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© busy as a bee on a rainy day

e se, de repente, o respondemos a um how are you e só nós pescámos a piada (as abelhas não voam quando chove) e vêmos que é um título fantástico para um blogue! pois.. cá estou então!

© busy as a bee on a rainy day

31
Mar21

desafio caixa de lápis de cor - dia 11: vermelho

Ana de Deus

tatuagem

a sala foi concebida apostando tudo para enaltecer a acústica da orquestra e silenciar as conversas por todo o salão de baile, transformando-as em sussurros esvoaçantes. os homens de smoking clássico, e a maioria das mulheres de vestido preto, ou pérola, algumas num rosa discreto.

os casais vão sendo apresentados à socialite no topo da escadaria.

o salão tem canapés, poltronas e cadeirões encostados à parede. trata-se de um baile de beneficência organizado pela esposa do governador, com o apoio das senhoritas que não sabem o que fazer à existência se não participarem em tudo o que a primeira-dama da cidade organiza.

mademoiselle Beatriz e o seu gato Melquizedeque, anunciam.

ouve-se um ah! escandalizado e o burburinho ocupa todo o salão. a orquestra pára. o governador perde a cor. os olhos da primeira-dama sorriem de orgulho, já basta ela ter de fazer o frete de aturar as moscas mortas da cidade, ao menos que a filha tenha liberdade de escolha.

o pai ameaçou não financiar o seu périplo pela Europa se não fosse ao baile e ei-la a cumprir ordens segundo as suas regras. mademoiselle Beatriz desce a escadaria num fabuloso vestido vermelho com cauda e sem costas, revelando a tatuagem de um par de asas em tons de azul.


texto no âmbito do desafio caixa de lápis de cor.

Neste desafio participo eu, a Concha, a A 3ª Face, a Maria Araújo, a Peixe Frito, a Imsilva, a Luísa De Sousa, a Maria, a Ana D. a Célia,
Charneca Em Flor, a Miss Lollipop, a Ana Mestre, a Fátima Bento, a Cristina Aveiro, a bii yue, o José da Xã, o João-Afonso Machado e a Marquesa de Marvila.

29
Mar21

o que a Paz significa para a Concha

Ana de Deus

o que a Paz significa

 
A Paz é um mar que acalma  
após noite de tempestade.
A lareira a crepitar no Inverno, 
encontrar o amor de verdade 
 
É a Primavera que chega
e nos encontra no quintal,
entre o cheiro da roupa branca 
e o canto do melro no pinhal.
 
A Paz, é fácil de conseguir, 
como estas quadras manhosas...
É dizer ao outro o que quer ouvir,
e tudo é um mar de rosas!
 
É viver como estas rimas,
numa cartilha de ideias feitas...
E nunca alardeies quanto ganhas,
Nem digas com quem te deitas!
 

AUTORIA: Concha
26
Mar21

o que fizeste na vida partindo da premissa "porque eu posso"?

Ana de Deus

porque eu posso


quando sai da casa onde cresci, fui sozinha construir a minha vida a trezentos quilómetros de distância. tinha vinte e seis anos. senti uma certeza inabalável de que era o passo certo e nunca a questionei. a minha mente estava serena. continuo segura de que tudo tinha de acontecer como aconteceu. estou infinitamente grata por tudo. mesmo pela minha desordem esquizoafectiva se ter revelado quando eu tinha trinta e oito anos. eu acredito que a Vida cuida sempre. acredito, por experiência, que todas as vezes que peço ajuda ela manifesta-se. raramente é o que eu estava à espera, mas é o melhor para todos. para mim, acreditar que posso, são saltos de fé. 

ESTE POST ESTÁ TAMBÉM NO BLOGUE DA FÁTIMA. VÃO LÁ E DEIXEM-LHE UM BEIJO MEU.

25
Mar21

hoje é dia de Terapia do Riso

Ana de Deus

Terapia do Riso

gostava de pedir-vos que partilhem anedotas nos comentários.
o post fica activo para quando alguém tiver uma nova a acrescentar.

 

era uma vez um jovem que tinha três testículos. era tanta a vergonha que não tinha namorada. os pais asseguravam que estava tudo bem, no entanto, ele receava ter algum problema, por causa do terceiro testículo, e resolveu ir ao médico. o doutor examinou-o e disse-lhe que não tinha nenhum problema de saúde. vendo o jovem tão desanimado, acrescentou: olhe que as raparigas vão gostar. dá-lhe mais masculinidade. e o rapaz saiu do consultório todo entusiasmado. no regresso a casa, estava tão contente que resolveu brincar com o homem sentado ao seu lado e sussurrou: olhe, sabia que eu e você juntos temos cinco testículos? ao que o outro, surpreendido, exclamou: o quê! você só tem um?

24
Mar21

desafio caixa de lápis de cor - dia 10: verde claro

Ana de Deus

verde claro


o verde claro são salpicos de cloreto de sódio que caem na aguarela. em pinceladas circulares misturo-os com o verde escuro. têm um efeito de que ninguém a não ser eu e a gata sabe a causa. quando alguém mais perspicaz pergunta se são lágrimas, respondo que é chuva. vêm então os mais audazes dissertar sobre a diferença entre o efeito do cloreto de sódio e o do hidrogénio na tinta. o primeiro cria ínfimos cristais, enquanto o segundo borbulha. por falar em borbulhar, evado-me para o bar da galeria e peço mais uma flute de champanhe. chérie, tem cada vez menos paciência para os seus adoradores, diz o bartender. é um homem sem idade, conhece-me desde quando vendi o meu primeiro quadro. há décadas. são um bando de bajuladores sem tesão. vêm embebedar-se à borla. os verdadeiros apreciadores enviam peritos e é com esses que o meu agente alimenta a minha conta bancária. ele suspira e diz: o teu maior admirador sou eu chérie. nem eu imagino que é ele que colecciona o espólio das minhas lágrimas. em ti acredito, digo, sem a mínima noção.


texto no âmbito do desafio caixa de lápis de cor.

Neste desafio participo eu, a Concha, a A 3ª Face, a Maria Araújo, a Peixe Frito, a Imsilva, a Luísa De Sousa, a Maria, a Ana D. a Célia,
Charneca Em Flor, a Miss Lollipop, a Ana Mestre, a Fátima Bento, a Cristina Aveiro, a bii yue, o José da Xã, o João-Afonso Machado e a Marquesa de Marvila.

22
Mar21

o que a Paz significa para a Autora do Em Letras Pequeninas

Ana de Deus

o significado da Paz

 

Uma mente ansiosa não conhece paz, não de verdade; apenas pequenos intervalos entre crises, passados num constante estado de antecipação.

E se um problema não me bate à porta eu abro a janela.

As tempestades criam-se muito bem nos meus copos; que, apesar de meio-cheios, facilmente transbordam e não há previsão de bom tempo.

De que me vale um guarda-chuva num campo de batalha se nem a armadura, que não tiro desde a adolescência, me protege?

Renuncio a todos os duelos para que me desafiam e, ainda assim, dou por mim constantemente derrotada.

Por isso, não vou à guerra.

Mas apesar de não dar, ainda levo; a vida encarrega-se disso.

Valerá, então, a pena sacrificar potenciais momentos de felicidade por este armistício desassossegado que passa pela minha paz de espírito?

AUTORIA: Inês Reis

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